O palco de Deus
Aqui estou.
Aqui está o homem.
O homem...
Forte, seguro, soberano... soberbo.
O ar pesado dificulta a respiração.
As núvens dão um tom cinza, melancólico à cena.
O céu parece se esvaziar de suas cores,
e mergulhar em uma estática palidez.
O que faço eu aqui?
Olho ao meu redor...
Gente. Homens. Mulheres.
O cheiro de morte se espalha no ar.
Mortos.
Estamos todos mortos.
Os rostos, assim como a imensidão celeste,
perdem de cor.
Petrificada palidez.
A platéia assiste atenta.
Os que gozavam da tórrida cena, agora estão sérios.
Uns choram a perda do amigo,
outros... indiferentes.
O que fizeram?
O que fizemos?
Sinto o chão duro de pedregulhos que me fere os pés.
Estranho.
Tantas vezes passei por este lugar e nunca me senti assim.
Sou mais humano.
Do meio dos espectadores uma mulher se movimenta.
Seu rosto, paradoxal.
Transpassa a calma e o amor do abandono abismal.
Se move em direção à cruz. Se ajoelha.
Sinto compaixão.
Enquanto me aproximo sinto o pulsar acelerado de meu coração.
Me ajoelho a seu lado.
“Obrigado!!!”
O tempo pára.
Bem na minha frente, sinto a cruz: dura.
Pela primeira vez tenho a coragem de olhar para cima.
Vejo a Criatura...
Guilherme Bima, 31/01/2010
Se for ficar postando essas meeeeerdas, vou sair!!!
ResponderExcluirheheheehhe
Uai bixo... gosto não se discute...
ResponderExcluirpq vc achou uma meeeeeeeeeerda isso??
Não achei.... era só pra te zuar....
ResponderExcluirhehehehhehe
Ah... ignorante...
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